"Fazer dança no Brasil é um ato de coragem" Teté Furtado
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"Fazer dança no Brasil é um ato de coragem" Teté Furtado




Confira a entrevista com a Teté Furtado - Professora, coreógrafa e bailarina / Especialista em Dança e Mestre em Artes Cênicas.

Como e quando você começou na dança?

Bem, considero que tive dois “começos”. O primeiro deles foi ainda criança, com uns 5, 6 anos. Minha mãe matriculou-me em uma escola de dança e continuei dançando até os 16 anos (passei por 3 escolas). Quando entrei no 3º ano do ensino médio, estudava pela manhã, fazia cursinho pré-vestibular à tarde e aula de inglês à noite. Não sobrava tempo para a dança. Então, parei de dançar e me dediquei somente aos estudos. Passei no vestibular e, durante toda a faculdade, não fiz aula de dança (4 anos). Depois de formada, resolvi voltar a dançar como um hobby, só até conseguir um emprego na área na qual havia me formado, Publicidade e Propaganda. Em 1999, voltei a dançar e não parei mais. Dancei 3 anos como hobby e, em 2002, larguei a Publicidade (sim, mesmo tendo conseguido um emprego maravilhoso) e decidi dedicar minha vida à dança. E hoje completo 15 anos desse novo “começo” e de uma nova profissão.

Qual seu estilo de dança?

Na função de professora, trabalho com Jazz e Estilo Livre.
Como bailarina, faço Dança Moderna e Contemporânea, em especial a Dança-teatro.

Pra você quais os principais benefícios da dança?

Os benefícios da dança são muitos. Mas se eu fosse citar três principais, diria que são: saúde física e mental, melhora da auto-estima e disciplina.

O que é dança pra você?

A dança é a minha vida. Não consigo me imaginar longe da dança. Sei que, um dia, irei me aposentar da função de professora. Mas nunca vou parar de dançar e de me envolver com projetos de dança, mesmo que desempenhando outras funções (produtora, publicitária, diretora, etc.).

Atualmente está envolvida em algum projeto de dança?

Meus planos para 2016 são: continuar ministrando aula nas 4 escolas em que estou já há alguns anos, fazer aula de dança contemporânea com a Letícia Paranhos e a oficina de criação em dança com o Diego Mac. Dois espetáculos de dança estão “no forno” para estrear em 2016. E, quem sabe, um novo solo de dança-teatro, dentro da mesma proposta da coreografia “Balada”, criada em 2014.

Como é ser professora de dança? Lecionar para outras pessoas essa arte?

Como qualquer profissão, ser professora de dança tem coisas boas e ruins. Às vezes, é muito difícil, pois as crianças e os adolescentes me exigem muita disposição, energia e pulso firme. Estão em uma fase maravilhosa da vida, de descobertas, de novas experiências. Mas, por outro lado, eles te enfrentam, fazem bagunça e possuem muitas inseguranças. Procuro, antes de qualquer coisa, estabelecer uma relação de amizade, confiança e disciplina. A partir daí, entram os princípios da dança em si.

Mas não posso deixar de mencionar a enorme gratificação que sinto quando vejo os alunos felizes, crescendo, ganhando prêmios, fazendo novos amigos na dança, pensando em seguir a dança como profissão. Isso não tem preço! Deixa qualquer dificuldade de lado. Faz todo o esforço valer à pena. Tenho alunos que entraram na minha aula sérios, quietos, tímidos. E hoje são sorridentes, falantes, interagem com os colegas, me ajudam a criar passos. Muito bacana! Emocionante de ver.

Você acredita que existem bons espetáculos de dança atualmente?

Sim, existem vários, de todos os estilos. Fazer dança no Brasil é um ato de coragem. Conseguir levar um espetáculo para o palco é desafiador, tendo em vista todos os obstáculos financeiros, burocráticos e artísticos. Felizmente, temos companhias e grupos em atividade realizando trabalhos muito bons.

A arte da dança está evoluindo em nossa cidade?

Com certeza. No meio acadêmico, por exemplo, hoje existem cursos de graduação e de especialização em Dança cada vez melhores, com corpo docente cada vez mais qualificado. As publicações em Dança ganharam espaço, as escolas estão investindo em professores qualificados e infra-estrutura adequada (p. ex. salas grandes, piso flutuante). Temos grupos de todos os estilos seguindo com suas aulas, pesquisas, produções, mesmo sem ter sede própria, patrocínio ou qualquer tipo de apoio. Mas seguem trabalhando, estudando, crescendo. E isso é muito bom!
Se em 1994, quando terminei o colégio, eu encontrasse o contexto atual em termos de possibilidades na Dança, certamente não teria escolhido fazer Publicidade e Propaganda. Claro que muitas coisas precisam melhorar, mas temos que ser otimistas e seguir trabalhando.

Faça um comentário sobre a Escola Karen Ibias Ballet.

Infelizmente, tenho pouco contato com a Escola Karen Ibias Ballet. Em 2011, freqüentei a sede do Menino Deus durante os ensaios do espetáculo “De: Para:”, no qual a diretora Karen Ibias era minha colega de elenco. Em outras oportunidades, estive na mesma sede para ensaios de trabalhos da coreógrafa Heloisa Bertoli, também como colega de elenco da Karen. Ano passado, pela primeira vez, uma das escolas em que dou aula apresentou-se como convidada no espetáculo de final de ano da Karen. Foi uma parceria muito bacana. Eu e minhas alunas adoramos. Gosto muito da Karen, como pessoa e profissional. Ela está sempre de alto astral e ama o que faz. Essas são qualidades que fazem toda a diferença em qualquer área.


 




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